terça-feira, 25 de outubro de 2011
Não é preciso entrar em pânico
Nos últimos três meses eu meio que surtei com a proximidade do meu aniversário. Amo aniversário, sempre gostei de comemorar, mas este ano, entrei em pânico. De repente me dei conta que farei 25 anos, 1/4 de século. Comecei a pensar em tudo que já podia ter feito, como se o mundo fosse acabar ao completar 25 anos. Achei que eu devia ter certeza de tudo, um futuro planejado, uma vida estabilizada. Comecei a entrar em desespero por não ter o emprego dos meus sonhos, não estar noiva, nem sequer namorando, não ter um carro, não ter viajado ao exterior, ainda morar com meus pais. Comecei a repensar a minha vida, o que eu queria, o que eu não queria, resolvi me arriscar, tomar decisões precipitadas e outras bem pensadas. Queria mudar, queria mudanças, sem nem saber o que eu realmente achava que precisava ser mudado. Não cheguei a me arrepender de nada que fiz nestes meses, mas acho que exagerei no desespero. A vida não vai acabar este domingo, quando eu fizer meu 1/4 de século. Eu ainda posso conquistar muitas coisas, e eu já conquistei muitas até aqui. Acabei descobrindo que nem quero muitas mudanças, quero apenas continuar vivendo, errando, aprendendo, acertando, sendo melhor a cada dia. Tudo tem seu tempo, e se pensarmos que é o tempo de Deus é ainda diferente do nosso, consigo dormir mais calma. Vou fazer 25 anos, mas continuo sendo eu, as mudanças e a evolução não acontecem simplesmente porque eu vou ficar um ano mais velha. A mudança é diária e se eu quero conquistar tantas coisas ainda, tenho que parar de pensar no passado, e no futuro, tenho que viver o presente. Com o reflexo do passado e com esperanças para o futuro, mas viver o presente.
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