Ela se foi. Com certeza está melhor que eu, em paz, no céu.
Mas ela não se foi sem deixar nada. Não importa se foram muitos ou poucos
momentos juntos, se foram muitos abraços ou mais apertos de mão, muitas coisas
boas ficaram na minha memória.
A fé; o terço na mão;
a bíblia; as várias histórias; a montagem do presépio; o cabelo sempre penteado; o biscoito de polvilho, as
rosquinhas; as risadas; as conversas; o adeus do alpendre; as galinhas; a
galinha do ovo azul; a religião; o rádio no programa do padre Marcelo; a lenha
e o fogão; aos grampos no cabelo; os comentários; a missa; viagem a Aparecida
do Norte; as orações; o oratório de Santo Antônio...
E uma recordação física, que guardarei para sempre e um dia
usarei: sua medalha do Sagrado Coração de Jesus.
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